23.1.05

 
O NEGÓCIO É O SEGUINTE: DESCOBRI UMA BRINCADEIRA NOVA, CHAMADA "MSN SPACES". AS ATIVIDADES DESSE BLOG E DO MEU FOTOLOG SERÃO TRANSFERIDAS PARA LÁ, JÁ QUE ELE REÚNE ESSAS DUAS COISAS E MUITO MAIS!!! PORTANTO, ANOTEM O SEGUINTE ENDEREÇO:
HTTP://SPACES.MSN.COM/MEMBERS/TUBASUTERINAS/
É AQUI QUE EU VOU ESTAR DE AGORA EM DIANTE. CONTINUAREI USANDO ESTE BLOG PARA ACESSAR LINKS DE AMIGOS E MAIS ALGUMAS COISAS, MAS POSTAR TEXTOS E FOTOS SÓI NO ENDEREÇO ACIMA.
RECADO DADO, TUDO DE BOM PARA TODOS!!!!!!
PELA ÚLTIMA VEZ, ABRAÇOS E FUI!!!!!!! (AGORA FUI MESMO!!!!)

18.1.05

 
O primeiro beijo...
Era linda. Exatamente como imaginara. Cabelos ruivos, curtos, lisos... olhos verdes, levemente fechadinhos... ficavam bem fechados quando sorria... um lindo sorriso, uma linda boca... lindo seu rosto.
Viajara por horas para vê-la... a companhia do amigo ajudava a amenizar a ansiedade... música, conversa, cigarros... o coração em disparada... cada quilômetro mais perto aumentava o ritmo do coração...
Chegara. Cidade grande, movimento, pessoas, caras e bocas... nenhuma era a dela, nenhuma era linda como a dela... havia marcado para se encontrarem em um lugar público, fácil de achar para quem nunca havia ido a São José...
Lá estava ela!!!!! Meu Deus, como é linda... as proporções são perfeitas, altura, cintura, seios, quadril... maravilhosa!!!
Desço do carro, caminho devagar em sua direção... ela percebeu minha presença... olho com um rosto de tal felicidade que me faltam palavras para descrever... paralisada ficou... de algum lugar surgiu Fall to Pieces... chegou próximo, sorriu e disse que lhe adorava... segurou sua nuca com a mão direita, enlaçou sua cintura com a mão esquerda... trouxe o corpo de sua paixão para perto de si... beijou suavemente sua testa, enquanto ela fechava os olhos e sorria... beijou-lhe entre os olhos, aqueles olhos verdes que tanto tempo esperara para ver... e finalmente beijou sua boca... primeiro o lábio superior, um leve toque... depois o lábio inferior, outro toque...
E finalmente o grande, esperado e demorado beijo... beijo ardente, apaixonado, beijo de quem deseja... beijo de quem adora virtualmente, faz crescer dentro de si a paixão incontida, a vontade de ver...Apaixonado estava, apaixonado morreria... porém, mais do que tudo, apaixonado viveria...
Se tudo der certo, que assim seja!!!
Abraços e fui...

10.1.05

 
Amor intocado

Existem amores de todos os tipos. Platônicos, imaginários, reais e palpáveis... mas nenhum deles é mais interessante do que um amor intocável.
Apaixonar-se a distância, mesmo sem nunca ter olhado nos olhos da pessoa que nos faz suspirar, é possível? Ainda não sei, mas acho que sim...
A paixão normalmente acontece por contato físico. Paixão é carne, amor é mente. Mas, é possível apaixonar-se por alguém apenas pelo que esta pessoa se apresenta, sem nunca ter sentido seu cheiro, sem nunca ter tocado sua pele?
Acho que esta é a verdadeira paixão. Aquela livre do contato físico. Paixão de alma, paixão de quem primeiro conhece o espírito, depois sente o corpo.
Acho que essa é a paixão que dura. Apaixonar-se não é apenas beijo na boca, ou sexo com intensidade. Apaixonar-se é fazer planos, é sentir saudade, é querer saber do dia da pessoa, é sentir ciúmes, é preocupar-se...
Apaixonar-se é querer a pessoa em certos momentos que nos dão prazer, como em um lindo e maravilhoso pôr-do-sol á beira do Guaíba. É preparar um excelente jantar e querer aquela pessoa por perto para saborear juntamente com um bom vinho... é vislumbrar a aproximação de uma tempestade e querer curtir a força da natureza abraçadinho com aquela pessoa.
É sair para uma festa e ficar com o olhar perdido, a maior cara de trouxa, com a esperança que 600 quilômetros de mundo dissipem-se em nossa frente e que aquela pessoa surja, do nada, sem mais nem menos, e diga um “oi” acompanhado do mais belo e luminoso sorriso do mundo...
Apaixonar-se é sentir saudade, sofrer, sonhar, acordar e dormir pensando naquela pessoa...
É estar na praia, olhando o nascer do sol, aquele friozinho da manhã, e sentir falta daquele alguém para passar horas e horas apenas sentindo a presença, naquele silêncio confortável de cumplicidade que há entre os amantes. Apenas entrecortado por olhares que dizem tudo, olhares completos em seu significado...
Apaixonar-se é bom, mesmo à distância, mesmo por meios até então desconhecidos. Saber que a outra pessoa sente ciúmes de nós, medo de nos perder...
Apaixonar-se é a melhor coisa do mundo. Quem não se apaixona não vive.
Viva apaixonado, viva com intensidade. Viva.

Para Patrícia Bett Fortuna, minha paixão...

Abraços e fui.

2.1.05

 
Namoro em capítulos...

Para quem ainda não se deu conta do que anda acontecendo comigo, segue a seguir a transcrição parcial de uma conversa de quase três (!!!!) horas no MSN, ocorrida recentemente, e que contou com a participação especial do amigo Rodrigo Rocha.
Se alguém quiser ler e comentar, sinta-se a vontade!!!!
O texto está dividido em capítulos, mais ou menos em ordem de acontecimentos... boa leitura!!!

A declaração:
Gustavo diz:
Jás te disse que te adoro???
Paty diz:
Hoje nao
Rodrigo Rocha diz:
heheheh, que bonito! Peraí que vou buscar um castiçal...
Gustavo diz:
Sabias que te adoro de paixão!!! Olha os dedos, Rocha...
Paty diz:
E hoje eu ja disse que estou papaixonada por ti?
Gustavo diz:
papaixonada não
Paty diz:
Eh a emocao. Eh apaixonada
Rodrigo Rocha diz:
Putz, vcs digitam rápido demais!!!
Gustavo diz:
é o amor...
Rodrigo Rocha diz:
tá certo!...


A primeira briga...
Gustavo diz:
Amor, já disse que te adoro!!!!!!?????
Paty diz:
Ai, nao comeca a agradar, Gustavo Oliveira! Soh quero saber o que tu vai aprontar
Rodrigo Rocha diz:
Mas, como já tinha dito, o Guga costuma valorizar horrores que ele considera importante... E como ultimamente em cada frase que ele diz estão presentes as palavras "Paty" ou "Santa Catarina" ou "Estou amando", acho que não deves te preocupar, Paty!
Paty diz:
Eu vi o que tu combinou com uma menina
Gustavo diz:
Minha amiga da época de escola, Patrícia Fortuna!!!!!!!! Lê o que o Rodrigo acabou de escrever, minha Paixão!!!!!
Paty diz:
ele eh teu amigo
Gustavo diz:
Rocha, primeira briga do casal e tu presente... que honra!!!
Gustavo diz:
Paty, lê o scrap que vou deixar no orkut dela daqui a pouco...
Rodrigo Rocha diz:
Eita!
Paty diz:
vou pensar
Rodrigo Rocha diz:
Isso tudo é ciúmes???
Rodrigo Rocha diz:
hehehhehehe
Gustavo diz:
ela é assim...
Paty diz:
olha que tu apanha junto com o meu Gus, hein Rodrigo
Rodrigo Rocha diz:
Peraí! Vou tentar me esclarecer!
Gustavo diz:
ops... ficou braba...
Rodrigo Rocha diz:
Não sou este tipo de "amigo"... Que tenta facilitar as historinhas... estou querendo ser uma pilha extra para vocês dois! (até parece que precisa, né...)
Gustavo diz:
é até parece que precisa... os dois totalmente apaixonados, e ela preocupada com uma amiga minha, praticamente minha irmã, que conheço desde que o mundo é mundo E QUE NUNCA ME DEU A MÍNIMA BOLA!!!!
Paty diz:
Ah, mas entao tu queria que ela te desse bola.
Paty diz:
Brincadeira, GUS


A despedida de Rodrigo Rocha...
Rodrigo Rocha diz:
Quando vou poder fotografar vcs dois???
Gustavo diz:
essa pergunta me aflige todos os dias desde que conheci esse Anjo chamado Patrícia Bett Fortuna... espero que logo, meu amigo...
Rodrigo Rocha diz:
heheheh, legal...
Paty diz:
eu tb espero...
Paty diz:
to louca pra t ver, meu Cheirinho
Gustavo diz:
Eu também, Amor!!!!

Paty diz:
ai, que fofo. Por isso que eu t adoro!!!
Rodrigo Rocha diz:
Casal, preciso me retirar... Amanhã vou cedinho para Ibiraquera, com meu irmão... Os malucos dos meus pais já estão lá... Foram de moto!!!
Gustavo diz:
Obrigado pela companhia Amigo... te ligo amanhã! Falou...
Rodrigo Rocha diz:
Que os anjos iluminem os caminhos dos sonhos dos dois!!!!!!!!
Gustavo diz:
Obrigado!!!
Rodrigo Rocha diz:
Grande ano novo! Nos falamos!!!
Gustavo diz:
Falou!!!


A promessa...
Paty diz:
ai, ta tocando panted
Gustavo diz:
onde???
Paty diz:
no meu pc
Gustavo diz:
só um pouquinho, vou providenciar Fall to Pieces por aqui...
Paty diz:
painted, ai, como eu to tansa
Paty diz:
eh a proxima que vai tocar aqui
Gustavo diz:
começou aqui... lembra o que sempre te peço para imaginar no final dos emails... fecha o olho um pouquinho só e imagina...
Paty diz:
I've still got your face
Paty diz:
Painted on my heart
Paty diz:
Scrawled upon my soul
Gustavo diz:
I´m still falling, everytime i falling down, everytime i fall to pieces
Paty diz:
Etched upon my memory baby
Gustavo diz:
Agora imagina...
Paty diz:
Humm, fala
Gustavo diz:
Eu parado na tua frente... me aproximo devagar... faço um leve carinho na tua nuca, com a mão direita... me aproximo devagar e beijo suavemente teus lábios...
Gustavo diz:
nisso enlaço tua cintura com a mão esquerda...
Gustavo diz:
e puxo teu corpo para perto do meu, te beijando com toda a paixão desse mundo...
Paty diz:
ai, ai
Gustavo diz:
depois te olho dentro dos olhos e te digo, com sotaque de portoalagrense: "te adoro, amor meu..."
Gustavo diz:
ai, ai, ai... deu vontade... e segue tocando Fall to Pieces...
Paty diz:
Gus, isso eh golpe baixo
Gustavo diz:eu queria fazer isso todos os minutos da minha vida...


A despedida...
Paty diz:
Cheirinho
Gustavo diz:
Oi Amor...
Paty diz:
tenho que ir. as 7 ja tenho que estar acordada
Gustavo diz:
Tudo bem meu Anjo... foi um grande prazer esse nosso primeiro encontro... com as bençãos do amigo Rocha... te adoro muito, vou pensar em ti cada minuto dos próximos dez dias... sempre que for possível, tenta me escrever... vou te mandar um email por dia...
Gustavo diz:
te doro muuuuuuuiiiittooooo!!!!!!
Paty diz:
tu vai estar comigo sempre. Vou fazer pedidos pra Iemanja, vou pedir pra gente ficar mais perto, fisicamente falando. Ja estou sentindo tua falta. Claro, me escreva. Vou tentar aparecer o quanto antes
Paty diz:
te adoro muito, mas muito mesmo
Gustavo diz:
faz o seguinte: sempre que sentires saudades, pega o Guga e imagina o que te pedi para imaginar acima... sentirás meu perfume e saberás que estarei perto... só que tu vai desconectar primeiro, eu não tenho coragem... te adoro muito, o anjo que me trouxe de volta das trevas... meu amorzinho...
Paty diz:
I've still got your face/ Painted on my heart/Scrawled upon my soul/Etched upon my memory baby
Gustavo diz:
te adoro muito...
Paty diz:
ai, que fofo. Tu nao sabe o quanto eu ja gosto de ti, meu Cheirinho
Paty diz:
Pensa em mim, viu?
Gustavo diz:
tu desconecta primeiro, eu não vou sair daqui... penso em ti todos os momentos do meu dia, meu Amor... e vou pensar por muiuto tempo ainda...
Paty diz:
ta, e tu deixa essa bomba na minha mao. Ta, mas eu nao vou avisar. desconecto e pronto
Gustavo diz:
se sentir muita saudade, me liga...
Gustavo diz:
por favor...
Paty diz:
claro, meu anjinho
Gustavo diz:
mais alguns beijos (vai levar beijo até desconectar...)
Gustavo diz:
beijos...
Paty diz:
Olha, vou t deixar com um beijo soh, pra ti ficar com saudade
Gustavo diz:muitos beijos...


Quem quiser saber quem é a moça, entre no seguinte endereço:
www.orkut.com/Profile.aspx?uid=11452412254741910623

Abraços e fui...

24.12.04

 
2004 está acabando... o que será de 2005?

O ano de 2004 já era. Resta uma semana, mas esta não vale de nada. O ritmo de trabalho será menor, a programação de férias, que há muito já toma conta de milhares de cabeças, se intensifica...
E como em todo final de ano, alguns rituais típicos do ser humano se repetem. No dia 1º de janeiro, o sol vai nascer, talvez chova, talvez faça sol (grande novidade!). Enfim, tudo segue sua rotina natural. As pessoas vão acordar, tomar seus banhos, fazer sua higiene, tomar café e seguir sua vida. Mas então, por que uma data convencionada por seres humanos causa tanta euforia?
Simples. A possibilidade de renovação. O homem vive de símbolos e simbologias. Nada de novo acontecerá em 1º de janeiro, salvo um hecatombe mundial de proporções nunca vistas e sem a possibilidade de prevenção. Mas, ao que tudo indica, o mundo não acaba no primeiro dia do ano que vem.
A questão da simbologia vem da renovação. Um ano às vezes parece passar rápido demais. Estamos envolvidos em diversas atividades, seja na vida profissional, familiar, social ou religiosa. Pessoas morrem, pessoas nascem, envelhecemos, as crianças parecem crescer como nunca e a Rede Globo de Televisão segue nos obrigando a atuar o Faustão nas tardes de domingo e o "rei" Roberto perto da noite de natal...
Mas existe uma forma bastante simples de provar que um ano é um grande período de tempo. Faça um diário! Claro, não nos moldes de diários de adolescentes, mas um diário com notas objetivas pelo menos das atividades mais importantes do dia. É fácil perceber ao final do ano como foram inúmeros os encontros, pessoas novas, novas amizades, novos amores, novos negócios, decepções, alegrias... enfim, um ano passa rápido, mas justamente pela grandeza de seu "recheio".
E o reveillon representa isso, essa renovação. É um período onde até o mais cético dos homens sente uma espécie de enlevo, algo difícil de explicar, uma sensação de renovação. Há pouco tempo atrás (meu Deus, já fazem cinco anos!) discutia-se o fim do mundo para o ano de 2000. Alguém aí lembra do bug do milênio? Aquela pane nos computadores que poderia parar o planeta e nos fazer voltar a idade das cavernas? Pois é, cinco anos depois continuamos andando eretos e ainda podemos acessar a Internet (graças a Deus!).
São essas pequenas coisas que fazem a magia do 1º de janeiro. Essa mística da renovação, mesmo o fato do clima estar em alteração, com dias mais longos, quentes e produtivos. Período de férias, de descanso para alguns felizes. Período de trabalho para outros felizes, que podem dizer ter um emprego...
Ano que vêm será 2005. Segundo a astrologia a soma das unidades do ano é o número 7, que está relacionado às sete virtudes e os sete mistérios. Ele é considerado mágico e transformador, pois existem sete virtudes contidas neste número: Caridade, Esperança, Fé, Força, Justiça, Prudência e Temperança. O número 7 corresponde aos dias da semana e aos sete graus de perfeição. O número 4 (a terra) e o número 3 (o céu), que somados totalizam o 7 representam a totalidade do universo em movimento, a vida moral, as três virtudes teologais (a fé, a esperança e a caridade) e as quatro virtudes cardeais (a prudência, a temperança, a justiça e a força). O sete é poderoso pelo fato de que indica a passagem do conhecido ao desconhecido. Pois que o desconhecido seja bom, frutífero e especial para cada um de nós nesse novo ano que se aproxima!

Este texto é o meu editorial para a edição de segunda-feira, dia 27 de dezembro, de O Diário. Gostei, achei por bem publicá-lo aqui. Ah, que fique o registro: último texto de 2004 aqui no blog. COMENTEM, POMBA!!!!!!

Abraços e fui...



17.12.04

 
O Retorno da Múmia Melosa (parte IX)

Sim, ele reapareceu!!!!!!!! E o melhor, está meloso novamente!!!!!!!! A seguir, uma poesia de livre inspiração minha, não sei para quem, não sei por que, só sei que pari esta criança voltando do trabalho numa sexta-feira, há umas duas semanas... sei lá, não achei ruim, mas está longe de ser o melhor da minha produção (sim, ele também perdeu o senso de realidade...)

Tempo
Gustavo Oliveira

"De cedo fez-se a dor
Dor de verde profundo
Verde de mata inexplorada
Verde de olhos úmidos

De cedo fez-se o pranto
De azul profundo
Do céu de um dia
Quando não há estrelas

Cedo percebi em você
Algo semelhante a mim
Um medo imenso
De que algo retornasse

Algo que dói no peito
Esmaga a alma
Não deixa o tempo
Trazer você pra perto"

Tipo assim, abraços e fui...
(novas atualizações quando eu tiver saco, mais provável em 2005!!!)


28.11.04

 
ALGUNS MOTIVOS PELOS QUAIS OS HOMENS GOSTAM TANTO DE MULHERES

01.. O cheirinho delas é sempre gostoso, mesmo que seja só xampu.
02.. O jeitinho que elas têm de sempre encontrar o lugarzinho certo em nosso ombro.
03.. A facilidade com a qual cabem em nossos braços.
04.. O jeito que têm de nos beijar e, de repente, fazer o mundo ficar perfeito.
05.. Como são encantadoras quando comem.
06.. Elas levam horas para se vestir, mas no final vale a pena.
07.. Porque estão sempre quentinhas, mesmo que esteja fazendo trinta graus abaixo de zero lá fora.
08.. Como sempre ficam bonitas, mesmo de jeans, camiseta e rabo-de-cavalo.
09.. Aquele jeitinho sutil de pedir um elogio.
10.. Como ficam lindas quando discutem.
11.. O modo que têm de sempre encontrar a nossa mão.
12.. O brilho nos olhos quando sorriem.
13.. Ouvir a mensagem delas na secretária eletrônica logo depois de uma briga horrível.
14.. O jeito que têm de dizer "Não vamos brigar mais, não.."
15.. A ternura com que nos beijam quando lhes fazemos uma delicadeza
16.. O modo de nos beijarem quando dizemos "eu te amo".
17.. Pensando bem, só o modo de nos beijarem ja basta.
18.. O modo que têm de se atirar em nossos braços quando choram.
19.. O jeito de pedir desculpas por terem chorado por alguma bobagem.
20.. O fato de nos darem um tapa achando que vai doer.
21.. O modo com que pedem perdão quando o tapa dói mesmo (embora jamais admitamos que doeu).
22.. O jeitinho de dizerem "estou com saudades".
23.. As saudades que sentimos delas.
24.. A maneira que suas lágrimas têm de nos fazer querer mudar o mundo para que mais nada lhes cause dor.

Precisa dizer mais alguma coisa? É por essas e outras que eu entendo as lésbicas... poxa, gostar de homem?!?!


Abraços e fui...


21.11.04

 
Eu voltei...
Depois de uma série (quase) interminável de crônicas, artigos, poesias e sei lá mais o que que eu andei publicando nesta "hermosa" página na internet, resolvi voltar a falar um pouco de mim. Sei que ainda é cedo, mas tirei o final de semana para fazer uma espécie de avaliação do ano. Sabe aquele tipo de coisa que se faz na última semana de dezembro, já com ar de nostalgia? Tipo isso.
Buenas, do começo do ano não me lembro bem. Lembro apenas que meus pais esqueceram do meu aniversário (16 de fevereiro, para quem ainda não sabe). Já não é a primeira vez, estou acostumando...
Também em fevereiro troquei de emprego. Virei vendedor. Foi excelente, mas só para descobrir que como vendedor sou um excelente jornalista! Primeira grande coisa do ano: descobri que nasci para ser jornalista, nasci para escrever!
Quando voltei para o jornal onde trabalho, foi transferido para Ivoti. No começo, um pouco de medo. Outra cidade, outras pessoas, outro ambiente... maravilhoso!!!!!!!! Conheci dezenas de pessoas, fiz amigos que quero levar no coração pro resto da vida (pelo menos uns quatro), passei a ter reconhecimento maior pelo meu trabalho... segunda grande coisa do ano: mudanças fazem bem, e não é necessário ter medo delas. Se não der certo, não é covardia nenhuma admitir isso e voltar atrás!
Descobri também esse ano que existem pessoas que nos fazem falta, seria bom ter sempre por perto. E descobri que na verdade essas pessoas estão sempre junto a nós, seja no pensamento, seja no coração ou em uma foto na carteira (Bibi, lamento muito mas acho que vais ter que me aguentar pro resto da tua vida! Pelo menos no que depender de mim...).
Sempre tive fixação por morenas, isso é público e notório. Mas graças a uma bruxa-fada-semi-uruguaia que passou como um jato na minha vida, tomou grandes espaços em meu pensamento e foi responsável por muitos dos meus suspiros, descobri a verdadeira beleza nas ruivas de olhos verdes! Mas, o que os olhos não vêem o coração não sente... Dona Uruguaia, grandes beijos!!! Aliás, o verde do texto é em homenagem a teus olhos!
Percebi que trabalhar com horário para começar, horário para acabar e inúmeras responsabilidades fazem um bem do caralho! A gente até se sente importante!!!!
Percebi que solteirice não é doença, muito pelo contrário! Procurar a esmo não leva a nada. Às vezes até achamos, só que aí corre-se o risco de viver uma coisa que eu chamo de "namoro-tampão". Só serve para cobrir buracos deixados pela carência. Ser solteiro pode ser a melhor forma de nos conhecermos a nós mesmos. Aliás, pode ser não; é a melhor forma!
Enfim, 2004 foi um ano de muitas altos e poucos baixos. Aliás, os baixos foram tão insignificantes que nem lembro deles. Estou tão de bem com a vida que dia desses voltava de Ivoti e me peguei com uma lágrima escorrendo pelo canto do olho. Dor? Não. Saudade? Não. Simplesmente um maravilhoso pôr-do-sol, visto de dentro do ônibus, deixando cada folha à beira do caminho dourada... e a delícia que é voltar para casa depois de um dia de trabalho!
Queria, do fundo do meu coração, que todos os meus amigos sentissem a paz de espírito que estou sentindo agora! Estou tão zen que tá tocando Roberto Carlos no rádio ("não adianta nem tentar, me esquecer... durante muito tempo em sua vida eu vou viver") e eu nem troquei de estação! Aliás, estou cantando junto!
Meus amigos: amo todos vocês, cada um de uma forma, cada um de uma maneira, mas todos do fundo do coração!!!!!!!! Beijos e abraços!!!!!!
Fui...


9.11.04

 
Meninas e mulheres

_ Toque meu seio, por favor... pediu arfando, entre suspiros e soluços.
Martina não sabia se seguia sua vontade ou o que aprendera como certo. Meninas com meninos e vice versa, nunca meninas com meninas.
_ Toque em meu seio, pelo amor de Deus!
O pedido era insistente, o seio era lindo... tocou. Afinal, que haveria demais naquilo?
Martina era forte. Tinha personalidade, era uma mulher de não deixar-se abater pelos percalços da vida. Encarava a tudo e a todos com um sorriso no rosto. Aos olhos de todos uma mulher de garra.
Mas Tina tinha também momentos só seus, onde ela defrontava-se consigo mesma. Podia ver em toda a plenitude que não mais tinha o direito de deixar-se abater, afinal, aos olhos do mundo, isso não acontecia com ela.
_ Agora me beije.
Beijou. Gostava daquilo, tinha vontade de não mais afastar seus lábios dos carnudos lábios de Paula. Por que essa sensação de culpa, não há nada demais nisso!?
Os pais, amigos, irmãos, parentes, sua vida havia ficado no interior. Sentia-se sozinha, mesmo em meio a uma multidão.
Admirava raios e trovões, suas força e imponência. Na verdade, tudo o que queria era um colo para esconder-se, para amenizar o medo do estrondo. Não encontrava, em quem quer que procurasse. Mas não desistia, buscava sentimentos onde quer que fosse.
Desde aquela noite com Paula, Tina deu-se conta de algo. Trepava com homens, fazia amor com mulheres. Nos homens buscava a rusticidade, o sexo louco, desenfreado. Nas mulheres buscava cumplicidade, carinho, delicadeza... não considerava-se homossexual, afinal, transava com homens. Não considerava-se heterossexual, afinal, transava com mulheres. Bissexual? Possivelmente, embora fosse terrivelmente simples. Rótulos eram para remédios, que Tina abominava.
Permitiu que Paula passasse a ocupar esporadicamente o espaço vazio em sua confortável e grande cama. Em verdade, não era o espaço na cama que Paula ocupava, mas sim o vazio de sua vida, o vazio que desejamos preencher, mesmo sem ter a noção do que colocar ali.
Sentimos que precisamos preencher o espaço. No entanto, não sabemos nem por que o espaço está ali, nem o que colocar nele.
Sua vida era intensa, em todos os sentidos. Era incapaz de ser superficial, ia a fundo em tudo. Às vezes fundo demais...
Como toda mulher, só queria ser amada. Queria apenas carinho e atenção. A noite, sozinha, sem ninguém para testemunhar, chorava. Era seu alívio, a vida lhe impunha demasiada pressão.
Um dia isso acabaria, pensava consigo mesma.
A grande janela do apartamento lhe testava a resistência diariamente.
Um dia, quem sabe?
Continua...


6.11.04

 
Fadas, bruxas e saudade...

Algumas pessoas passam em nossa vida como raios que cortam a escuridão da noite. No exato momento é lindo, em seguida vem o assustador estrondo. Sei que é meio clichê, mas é assim, e duvido que me provem o contrário.
Algumas vezes nos escondemos de nós mesmos. Damos um jeito de nos provar que o que estamos sentindo é apenas carência, um momento de solidão que aquela pessoa não deveria ter atravessado. Mas, enfim, atravessou.
E deixou marcas. Penso demais, reconheço este erro, às vezes sei que deveria ser mais incisivo, mas enérgico, mas prático, mais tantas outras coisas... mas, cautela nunca matou ninguém e a paciência é uma virtude.
Fadinha de olhos verdes: podes ter certeza que a tua rápida passagem na minha vida deixou marcas muito mais profundos do que eu mesmo poderia imaginar.
Entre teus textos (maravilhosos, embora este comentário possa parecer meio suspeito) encontrei um que define bem este momento. Transcrevo a seguir, com a devida licença. Ah, antes que eu me esqueça: já que o contato físico será muito mais difícil de agora em diante, pelo menos escreve algum mail, deixa comments no blog, tem também o Orkut... não some! Grandes beijos estalados!!!

"Sabe qual é o medo? Me magoar mais uma vez. Arriscar tudo de novo, sofrer mais outra vez. Não é nem me magoar, é te magoar. Medo por mim não tenho mais não. O que não posso é fazer outra pessoa infeliz. Tudo porque me conheço. Porque sei de toda minha passionalidade. Sei de minha personalidade cíclica. Do tempo que levo para recuperar. E que recupero.

E sabe o que não quero? Me apaixonar. E sabe o que eu quero? Apaixonar-me. E sei, é impossível entender. Não quero sofrer tudo mais uma vez. Quero arriscar tudo. E sentir-me a paixão mais feliz do mundo. E sentir outro alguém também sentir assim por mim. Sabe o único que sei? Que não queria jamais que soubesses tudo isso. (P. Alsina)"

4.11.04

 
Medo
Esqueceu o tempo. Na verdade, apenas o abandonou, abriu mão. Nunca precisou dele, sempre fez seu tempo. Distância irreal entre duas pessoas, o tempo é medida falsa, desnecessária, quase usurpadora.
Abandonou o tempo. Abandonou costumes, manias, temores, tudo. Deixou-se embalar apenas por seus olhos. Não precisava de mais nada. Em seus olhos podia ver a paz que seu conturbado espírito tanto almejava. Em seu olhar podia ver luz, podia agora iluminar as trevas impassáveis de sua alma... quem dera poder dar sua alma, em troca de um pouco de seu olhar.
Errou...
Não mais a tinha. Restara apenas a lembrança. Curiosa situação, perder algo que nunca foi seu, abrir mão de coisas que não lhe pertencem... como querer seu coração se nunca se dispusera a ofertar amor?
Cobrava de si mesmo ação. Inerte, entregue a própria sorte, sabia muito bem que nada aconteceria. Tentava convencer-se que se nada acontecesse, melhor seria, menos risco de sofrer...
Mas sofria. Sofria da pior das dores. Dor de não se decidir, de não ter a coragem de se decidir. Considerava-se um canalha, um estuprador de si mesmo. Renegava vontades em troca do conforto da fuga...
Insistentes, seus olhos lhe perseguiam... verdes olhos de inquisição. Para onde quer que fosse, onde quer que estivesse, aqueles olhos verdes lhe inquiriam: quando, meu Deus, quando vais abrir mão do orgulho? Quando vais deixar que o sentimento fale mais alto?
Quando vais perceber que o passado é apenas uma cinza nuvem passageira? Quando vais perceber que mesmo nos dias mais nublados o sol está lá, exatamente onde sempre esteve, apenas momentaneamente encoberto? Até quando, meu Deus, até quando?
Lágrimas. Sim, apenas lágrimas, torrentes de dor vindas da alma.
Pois que morra. Que morra o sentimento, antes que seja tarde demais para voltar atrás...
Medo. Fuga. Descanso. Estupidez.
Amor...

3.11.04

 
Fadas e asas

Fadas são tangíveis. Nunca acreditei em sua existência, até conhecer uma. Fada instigante, de asas nas costas e tudo. Fada serena, de olhar profundo e vivências antigas. Uma fada cigana, mambembe no grande circo da vida. Convicções, acelerações, desacelerações, sensações...
Onde vivem as fadas? Não sei, não há um mundo de fadas. No entanto, descobri que esses serezinhos vivem onde há necessidade de sua presença, onde o mundo cambaleia... onde o vento de suas asas provoca tormentas e calafrios, reacende espíritos...
A fada serena de olhos únicos, verdes, olhares úmidos... fada de raios e trovões, perfumes, essências, fada de alma... coração acelerado no bater das asas, sedenta de vida, de paixões... mãos, linhas, linhas da mão, linhas de vida... intuição acima de tudo, atitude, prática, carinho...
Vôo nas asas da fada, não sei bem ao certo até onde irei. Aliás, melhor é não saber. Não sei bem ao certo - ainda, como são as fadas, creio mesmo que nunca saberei. Melhor assim, mistérios são doces, são perfumes na noite, iluminada de raios... perfumes que perdem-se nas lágrimas da alma.
Fadas sofrem? Não sei, também isso não sei... acho que sim, são seres frágeis, de constituição singela... ao mesmo tempo tão fortes... seres controversos esses, cantados em versos, por quem acredita tê-los entendido... ledo engano. Nada nem ninguém poderá um dia dizer que sabe o que vai na alma de uma fada. Intensidade até na pele, marcada de vida, sem marca de sol...
Há quem diga ter o poder de manter paixões inertes no corpo, como se fossem órgãos, vitais, mas sem a necessidade de neles pensarmos o tempo todo, comandar suas ações... agem por si só, sabem o que devem fazer. Fadas fazem com que paixões renasçam, uma a uma resurjam, dando vida novamente a pensamentos enclausurados na mente, presos ao espírito... fazem isso para nosso bem, para animar corpos sem vida... há necessidade? Não, não há. Fadas tem defeitos também, esse é o maior deles.
Apesar de tudo, de toda a confusão de sentimentos, de ventos, raios e trovões, chuva que molha a pele e escorre na alma, gosto de fadas... asas suaves que embalam sonhos... serezinhos interessantes estes...
PS: Visite a fada: http://www.asasdefada.blogspot.com

29.10.04

 
Noturno
A noite me encanta. Muitas e muitas vezes abri mão de horas preciosas de sono em busca de insones caminhadas na madrugada. O silêncio, alguns poucos ruídos noturnos, animais que caçam, pessoas que caçam, uma lua, algumas estrelas, muita escuridão.
Não é nada de especial, mas sempre acreditei que minha vida se definiria à noite. Algo, alguma coisa sempre me atraiu na noite. Pouco enxerga-se depois do pôr do sol, muito ouve-se ao nascer da lua.
Numa noite morna de outono a encontrei. Ou melhor, ela me encontrou. É sempre assim, as pessoas me encontram, cruzam meu caminho, deixam suas marcas, levam partes de mim e se vão. Algumas voltam, zombam mais um pouco e vão. Outras produzem estrago tão grande que se voltarem é apenas para o golpe de misericórdia.
Ela era linda, suave e serena. Embora a situação não fosse a melhor, senti que todas essas caminhadas sempre tiveram como único intuito encontrá-la. Naquele momento compreendi a necessidade de andar, ouvir, sentir, usufruir o negro manto da noite.
Convidou-me para seguí-la. Não me opus, na verdade esperava por aquele convite. Andamos uns poucos metros, entramos em um bar, vazio àquelas horas, e nos sentamos. Olhou-me nos olhos, pude perceber que eram verdes. Verdes olhos inquisitores. Perguntou-me de sopetão o que eu fizera da minha vida até aquele momento. Não me surpreendi, tinha a sensação de poder prever cada passo daquela conversa.
Contei-lhe que tinha passado grande parte do tempo escondendo-me atrás de uma segurança que nunca tive, mas que sustentava para poder transmití-la para outras pessoas. Pessoas carentes, necessitadas de atenção, e que não podiam nem deviam ver em mim um covarde. Com que moral lhes diria o que fazer, se nem eu mesmo o faria?
Conversamos por um bom tempo. Horas, talvez apenas minutos, não sei. Nos isolamos em uma bolha de confissões, que ela ouvia com certo desprezo. Em dado momento cheguei a achar que seus olhos verdes já sabiam sobre tudo aquilo que lhe dizia. Foda-se, pensei, preciso verbalizar.
Contei-lhe que durante anos achei que o mundo precisasse de pessoas românticas, pessoas atenciosas com os outros, pessoas que fizessem o bem apenas pelo prazer do dever cumprido, sem nada esperar em troca. Ela sorriu levemente, apenas com os lábios. Contei-lhe também que havia mudado de idéia, que passara a acreditar que o mundo não mudaria pelo esforço de uns poucos, e que o mais correto seria adaptar-se de uma vez por todas à mesquinhez e à avareza de sentimento.
Agora sim ela sorriu com prazer. Disse-me que sua espera não havia sido em vão, que de certa forma temia que eu não compreendesse a verdade antes de partirmos. Não perguntei para onde, apenas senti que deveria seguí-la, onde quer que fôssemos. E saimos, mais uma vez para a minha noite, meu ambiente de reflexão.
Ela andou uns poucos passos a minha frente, eu atrás não a via, embora a olhasse. E assim seguimos, até amanhecer o dia. O raiar do sol me deixava inquieto. Ela percebeu, olhou para trás e me tranqüilizou: "não temas, estamos chegando ao fim disso". Não tive medo, sabia ser a coisa certa. E a segui, como tenho feito até hoje. Não sei se um dia chegaremos a algum lugar, mas o peso da vida, de carregar muitas vidas nas costas não mais me incomoda.
A morte é reta, não faz curvas, não deixa rastros. Apenas alivia.
Gustavo Oliveira


13.10.04

 
Bibiana

Introdução: A seguinte declaração descarada de amor foi motivada por um telefonema de DDD 055 na noite de 12 de outubro...
Os fatos: Sou apaixonado pela Bibiana Rigo! Bomba!!!!!!!!! Ok, ok, eu explico:
A maioria dos leitores deste blog não conhecem esta mulher (que pena, não sabem o que estão perdendo!!!!!). A Bibi tem algo diferente. Não me perguntem, não sei o que é. Se soubesse, acho que perderia a graça!
Conheci a Bibi na Unisinos, praticamente de relance. Um amigo meu (fala Rodriguitcho!!!!) me disse que tinha uma guria conhecida dele que eu tinha que conhecer. Me disse ele que ela era meu número, ora veja só! Como eu conheço o bom gosto do Rodrigo para mulher (oi Lelê!), não perdi tempo. Eis que em um corredor do centro 3 me aparece ela. Linda, maravilhosa, gostosa, e com um brilho todo especial. Acabamos parando em um posto de gasolina, bebendo cerveja e fumando a menos de vinte metros de um monte de gás veicular. Por pouco nosso primeiro encontro não poderia ser classificado como explosivo!!!! (piadinha infame essa...)
Depois disso, aprendi a gostar da Bibi pelo seu blog (www.armazzemdeideias.blogger.com.br). Textos maravilhosos, posições claras e instigantes, fotos para quem tem saudade de sua beleza... enfim, um oásis de boa leitura. Gosto de mulheres que tem mais do que cabelo na cabeça, e comecei a gostar mais na Bibi.
Trocamos alguns poucos emails, mensagens de celular, telefonemas, e sei lá quanto tempo depois, nos encontramos pela segunda vez, em Porto Alegre. Encontro regado a boas conversas, muuuuuuuuita cerveja e uma demonstração de pura habilidade na sinuca!!!! Naquela noite eu descobri que queria ter a Bibi ao meu lado sempre!!!!!! Seus comentários, ora filosóficos, ora hilários, um sorriso que é impossível não cativar alguém, um perfume maravilhoso, um corpo escultural...
Tá bom, tá bom, chega de babar, vou acabar estragando o teclado. Mas receber uma ligação de Santo Ângelo às 23 horas do Dia das Crianças, e ainda ouvir que eu transmito uma energia boa para a minha musa inspiradora, aí é demais para mim!!!!!
Mas a verdade tem que ser dita: amo a Bibi sim, sou apaixonado pela Bibi sim, adoro a Bibi sim, muitas e muitas vezes, quando me senti sozinho, foi a voz dela que eu quis ouvir, e não tenho vergonha disso! Acho que pela primeira vez na minha vida tenho um amor platônico, daqueles que são desnecessárias as palavras, muitas vezes mesmo desnecessário é o contato físico. A simples e doce lembrança de momentos, palavras e cheiros nutri esse sentimento. O bom disso é que posso continuar namorando a Simone (que graças a Deus desconhece a existência desse blog!!!!!!!), posso seguir a minha vida normal, posso mesmo me encontrar com a minha adorada Bibiana, sair com ela, usufruir na totalidade de sua companhia, e não sofrer por amor! Na verdade, a Bibi me desperta sentimentos estranhos, coisas que como nunca senti antes e justamente por isso não posso definir. E justamente por isso é bom!
Buenas, cansei de babar. Disse o que quis, e não me arrependo!!!!!!! Bibi, te adoro, tu sabes disso. E vê se me liga mais freqüentemente, porra!!!! (54) 9142.6691, pelo menos até sábado) Não me deixe só!!!!!! Grandes beijões estalados nas tuas bochechas (aliás, que belas bochechas!!!), tenha uma boa semana e se te servir para alguma coisa, como suprir um momento de solidão, lembra das nossas conversas intrigantes sobre a caixinha e dá umas risadas por mim!!!!

Fui...

8.10.04

 
Tempo
(Gustavo Oliveira)

"Minha mente reprime
Tua presença aqui
No colchão de estrelas
Onde durmo

Mas meu coração
Insano, insensato
Insiste em ter
Teu corpo comigo

Suado, sedento
Corpo suave
De mulher amada
Corpo de mulher

Noites e noites
O tempo inteiro
Na companhia de teu olhar
Nem o tempo cicatriza

Feridas de paixão
Que de tempos em tempos
Vivas se mostram
Sangrando desejos"

Abraços e fui....

24.9.04

 
“Maças e pães de queijo

Mordi a maçã no topo. Não sei, sinceramente não sei por que. Sempre começo a comer maçãs mordendo pelo topo. É, pelo topo, sabe ali, perto do cabinho que resta na fruta quando ela é usurpada do galho? Pois é, bem no topo, bem em cima.
Pois bem, mordi pelo topo enquanto observava ela, vestida com a mesma elegância de sempre. Acho que era Luzia seu nome.
Todos os dias de manhã eu entrava naquela padaria, tirava a maçã da bolsa, sentava em uma mesa para ler os jornais recém impressos e olhá-la. Não consumia nada da padaria, propriamente dito, a não ser o espaço e o jornal. Ela não, ela consumia. Pouco, mas consumia. Um pão de queijo e um copo de iogurte, todos os dias de manhã, todos os dias na mesma mesa, na mesma cadeira. Não lia, não falava, não fazia nada. Chegava, a atendente lhe trazia o pão de queijo e o copo de iogurte, ela comia, pensava um pouco na morte da bezerra e saia. Sempre quis saber para onde ia, o que fazia da vida... será que ela falava? Não sei, nunca ouvi. Minto! Já ouvi sim. Ela grunhiu qualquer coisa semelhante a um “olá” para uma moça que entrou logo depois de mim em uma manhã cinza de chuva.
Gosto de chuva. Sempre gostei, a água caindo sobre meu corpo, vinda diretamente do céu, molhando minha roupa, lavando meus sentimentos... ela não gostava, em dias de chuva sempre chegava com uma cara mais fechada do que o normal.
Mas descobri que ela gostava de frio. Frio seco, de dias de sol, mas frios. Aquele frio que dá vontade da gente se aconchegar no colo de alguém, ficar junto do peito sentindo o calor e ouvindo o coração bater disparado. Não sei bem ao certo como cheguei a essa conclusão. Sabe aquelas idéias que vem na cabeça do nada, sem mais nem menos? Estas mesmo! Um dia achei que ela gostava de frio, e estabeleci isso como verdade.
Resolvi seguí-la. Só precisava de uma desculpa, e hoje arrumei a desculpa perfeita: fazia sol! Quer desculpa melhor para seguir alguém do que um dia de sol? Bom, fui... andei cerca de uma quadra atrás dela. Como se adiantasse, como se ela não soubesse quem ia atrás com os olhos cravados em sua alma... Andei cerca de seis ou sete quadras atrás dela. Até uma igreja, para ser mais exato. Ela entrou, eu não. Não entro em igrejas. Tenho por princípio, não me perguntem o motivo.
O belo dia de sol para seguir alguém começou a transformar-se num tórrido dia de sol”.

To be continue...

Abraços e fui…
Gustavo Oliveira


5.9.04

 
Lembrei de tanta coisa... tudo veio a mente como um raio, que ilumina a noite e depois ecoa na escuridão. Tudo claro e confuso. Tudo de uma época que não voltará mais, nunca mais. Coisas que fazíamos os dois juntos, unidos num só, enquanto tudo durou. Tanta coisa, coisas simples... andar de mãos dadas, beijo no rosto, beijo na boca, saliva... ver a multidão passar com pressa, cada um uma história, cada um uma vida. Alguns sem vida...
Crianças, flores, sol, lençol... tudo em cada detalhe, cada detalhe formando um tudo... eu era feliz, realmente feliz... cada momento, cada flor, cada dor, cada amor... sol e mar, num fim de tarde unidos em um só, reunidos pela criação...
Mas que criação? A criação imperfeita, das doenças e dores? Ou a criação perfeita, das dores de amores?
Tudo. Tudo e mais um pouco. Eu sempre quis tudo e mais um pouco. Tudo nunca foi o bastante. Quero amores bandidos, que doam na alma... quero amores de fogo, que calem a boca ao sabor do beijo... tudo, tudo, tudo... e mais.
Eu quero mais, sempre mais. Amores, amigos, ardores... feridas que nunca cicatrizam. Feridas do tempo que passa e deixa marca... ferida de ferro quente, que funde a pele, camada a camada, transforma em nada.
Quero ser eterno... luz na escuridão... rugido de trovão... só ser, apenas ser... ser.
(Gustavo Oliveira)



 
Sombras
(Gustavo Oliveira)

Em meu caminho
Vejo sombras
Negras sombras
De reflexos desfeitos

Sombra de mim mesmo
Sombra escura
Em chão de pedra
Sombra

Forma de pessoa
Forma de nossa pessoa
Sombra, sem forma
Sombra, sem conteúdo

Apenas resquícios
De algo que se foi
Sombras do passado
Que se desprendem de mim

(Tipo assim, sei lá, não ando me alimentando direito. Deve ser isso!)

Beijos, abraços e fui...


29.8.04

 
Estou namorando
Pensei em umas trocentas maneiras de criar suspense em cima dessa informação, torná-la mais atraente, sei lá... mas a verdade é que estou namorando.
Passei três anos solteiro, esperando por uma pessoa por quem valesse a pena pensar durante várias horas do meu dia, alguém por quem valesse a pena sonhar, esperar, desejar, querer, ansiar, tocar, beijar...
O nome dela é Simone. Mora em Ivoti, a cidade onde trabalho, e trabalha em Nova Petrópolis, a cidade onde vivo. É ruiva, tem olhos verdes, é enfermeira, faz turnos de 24 horas cuidando de uma senhora que sofre de parkinson, ou alzheimer, sei lá. Tem a minha idade, é calma, serena, pensa antes de fazer, pensa antes de dizer, e não pensa meia vez antes de beijar (o que, aliás, faz muito bem!).
Nos vemos pouco, dependendo da semana duas vezes, às vezes três. Acho bom assim. É fato que relacionamentos esfriam, disso ninguém mais duvida. E quando esse "resfriamento" acontece, é normal que haja uma espécie de distanciamento. Caso isso aconteça comigo e com a Simone, não será nada traumático.
Sempre achei que relacionamentos onde as pessoas encontram-se muitas vezes seguidas não vão para a frente. É necessário sentir saudade, aquela vontade de ver a pessoa...
Conheci a Simone no ônibus que pego todos os dias para o trabalho. São 45 minutos de viagem. Já tinha percebido sinais de interesse por parte dela. Olhares furtivos, intromissões nas minhas conversas com o Paulão, o motorista do ônibus (figurinha raríssima!). Um dia o Paulão me perguntou quanto tempo mais eu demoraria para "dar um chego" (palavras dele!) na Simone. Achei aquela pergunta estranha, percebi na voz dele que havia algo de estranho. Na mesma viagem sentei com ela, coisa que ainda não havia feito, pois não passara de um "oi" de vez em quando. Papinho besta para começar a conversa: "coisa chata isso de ter que viajar todo santo dia, né?". Para resumir, duas viagens depois estávamos ficando. Agora, passadas cerca de três semanas, estamos namorando. Depois fiquei sabendo que os dois falavam de mim nas viagens de sábado e domingo, quando não vou a Ivoti!
O engraçado é o que sinto por ela. Não é paixão, não é amor, não sei o que é. Se tudo acabasse hoje, ficaria uma lembrança boa. Aliás, bom mesmo é que estamos construindo um relacionamento, sem as loucuras de uma paixão, as neuras de um amor... estamos nos conhecendo, nos entrosando, temos curiosidade pela vida um do outro... a energia que ela me passa é muito boa, sinto-me bem ao lado dela. Sabe aquela vontade de encostar em alguém que às vezes sentimos, um negócio meio estranho, meio no sense? Pois é, mais ou menos isso.
Aprendi que não se pode querer adivinhar o futuro. A única maneira de saber o que vai nos acontecer, ou no que vão dar as nossas escolhas, é esperar que aconteça. Portanto, não sei no que vai dar essa história. Eu gostaria que desse certo, afinal, ninguém começa um relacionametno pensando no pior. Mas não vou me martirizar tentando adivinhar o futuro. Vivo cada dia, cada momento, com curiosidade pelo que virá.
Acredito em destino, e não foi a toa que fui trabalhar em Ivoti, que comecei a usar justamente aquele horário de ônibus, que ela arrumou um emprego aqui, que também começou a voltar para casa no mesmo ônibus... enfim, o que tiver que ser, será.
Mas, de qualquer maneira, torçam por mim!!!!!
Beijos, abraços e fui...

 
Mais novidades!!!!
Tchãrãm!!!! Mais novidades no Tubas Uterinas!!! Nesta semana, o administrador desse blog (mais conhecido como Gustavo Oliveira, vulgo Guga) inseriu a fase da lua (muito interessante, embora eu não tenha descoberto ainda ao certo qual é a utilidade disso!) e a data e a hora atual. Quem visualizar o blog vai ver estas informações conforme o calendário e a hora de seu computador. Se estes dois ítens estiverem errados, a visualização vai ser incorreta. No mais, tenho uma grande novidade, mas esta merece um texto escrito com toda a calma e a inspiração que anda me faltando (segundo a Lelê, escrevo melhor assim. Também acho, mas tenho um nome a zelar!!!!).
Quando estiver inspirado, conto a novidade. No mais, aproveitem as inutilidades oferecidas por este blog (já que posts decentes que é bom, nada!!!!!)
Abraços e beijos e carinhos e fui...

22.8.04

 
Inspiração (ou a falta dela)
Pois é. Domingo outra vez. Chegou a hora de atualizar isto aqui. A bem da verdade, não ando com saco para escrever nada. Minha vida vai dar um grande giro dentro de poucos dias (Ahn, daqui a alguns dias conto) e eu ando meio tenso, meio sem saber ao certo no que vai dar, se é o que eu quero, etc... Mas, enfim, vamos aguardar. Como diz aquele velho deitado, quem morre de véspera é peru.
Bueno, pensei em escrever alguma poesia. Me falta inspiração. Pensei em escrever uma ficção, mas me falta assunto. Na verdade, estou escrevendo agora sem saber ao certo o que botar na próxima linha (olha, começou a tocar Wiyh or Without You! Adoro isso!). Pois é. Não sei mais o que escrever. E agora?! Vou ficar um tempo olhando para a tela e esperando vir a inspiração. Só um minuto, por favor...
Eu gosto de tomar banho! É sério! Ficar cheiroso, limpinho... a água caindo em cima de mim... bom, não dá para chamar isso de inspiração, mas que é bom, ah é bom! Só mais um minuto, vou tentar de novo...
Olha o que está tocando: "dizem que sou louco, por pensar assim... mais louco é quem me diz, que não é feliz..." Mutantes! Tá começando a vir uma inspiração...
Já sei!!!!!!!!!!!!!!!
A SOLIDÃO
(Pequena pausa. Tá tocando Vento no Litoral, da Legião. Vou cantar junto e já escrevo sobre o assunto eleito. "De tarde quero descansar, chegar até a praia e ver.../já que você não está aqui, o que posso fazer é cuidar de mim.../quero ser feliz, ao menos...")
O que é a solidão? É o que sentimos quando estamos sozinhos? Agora estou sozinho e não estou sentindo solidão. Enquanto pensava no que escrever, um monte de gente que eu amo me veio à cabeça. E pude sentí-los todos perto de mim. Não, eu não estava sozinho. Será que solidão é o que sentimos no meio de uma multidão, em uma cidade estranhas, quando não conhecemos ninguém? Não, também pode não ser isso. Até por que em cidades desconhecidas sempre haverá alguém que vai cruzar por nosso olhar com seus olhos curiosos, e fazer com que pensemos em quem era aquela pessoa, o que será que ela faz da vida... enfim, por poucos momentos essa pessoa faz parte de nossa vida e não nos deixa ser sozinhos.
Acho que ser sozinho não é estar só, mas sim não ter em quem pensar com carinho, não ter em quem pensar com amor, não ter alguém para sentir saudade... enfim, acho que o ser humano não pode dizer que "está só", mas sim deve dizer que "é" só... ou sei lá, mas eu acho isso!
Bom, foi o melhor que deu para achar às 23h15 min de domingo. Se alguém quiser comentar isso, que fique a vontade! Beijos para as meninas, abraços para os meninos, e fui!!!!
PS: Ah, boa semana!


15.8.04

 
Músicas

Não sei por que certas músicas me fazem lembrar certas pessoas, mesmo sem haver nenhuma ligação aparente entre a música e a pessoa.
Esta que transcrevo a seguir, por exemplo (Our Lives - The Calling), me faz lembrar da minha amada Bibiana Rigo.
Como já disse, não sei por que... talvez a própria homenageada possa me explicar. Só falta a Bibi dizer que gosta dessa música...
PS: Como sei que ela adora cor de rosa, transcrevo nessa meiga cor!

"Is it love tonight
When everyone's dreaming
Of a better life
In this world
Divided by fear
We've gotta believe that
There's a reason we're here
There's a reason we're here
'Cause these are the days worth livin'
There's are years we're given
And these are the moments
These are the times
Let's make the best out of our lives
See the truth all around
Our faith can be broken
And our hands can be bound
But open our hearts and fill up the emptyness
With nothing to stop us
Is it not worth the risk?
Is it not worth the risk?
'Cause these are the days worth livin'
There's are years we're given
And these are the moments
These are the times
Let's make the best out of our lives
I know it wouldn't matter
Cause these are the moments
These are the times
Let's make the best out of our lives
We can't go on
Thinking it's wrong
To speak our minds
I've gotta let out what's inside
Is it love tonight
When everyone's dreaming
Can we get it right?
Can we get it right?
'Cause these are the days worth livin'
There's are years we're given
And these are the moments
These are the times
Let's make the best out of our lives
Even if hope was shattered
I know it wouldn't matter
Cause these are the moments
These are the times
Let's make the best out of our lives"

Abraços e fui...

11.8.04

 
Novidades!

Buscando sempre oferecer o melhor em entretenimento e prazer a seus freqüentadores, o blog "Tubas Uterinas" trás até você mais algumas novidades, a saber:

* As últimas notícias dojornal O Estado de São Paulo (Estadão, logo abaixo dos links)
* Meu estado de espírito (atualizado todos os dias!)
* Número de usuários do "Tubas Uterinas" que estiverem on line no momento de sua visita!
* E o melhor de tudo: OS POSTS! (claro, isso quando eu tenho saco para postar alguma coisa!)

Findi

O findi foi o melhor do ano!!!!!!!!! Agradecimentos a Rodrigo Rocha, Rodrigo Sfreddo, Bibiana Rigo, mais uns cinco amigos que não me lembro o nome, Alba Menezes (pela feijoada de sábado e pela estadia), a Bohemia por fabricar a melhor cerveja do Brasil... enfim, um espetáculo! Ah, aceito convites para campeonatos de sinuca (!?!?)!

Orkut

O Orkut vai bem, obrigado. É muito interessante, embora esteja levando um tempo do caralho para se fazer qualquer coisa! Quem quiser convites para fazer parte da comunidade, mande email para gustavooliveira6@hotmail.com (sem o .br, pelo amor de Deus, senão não recebo!)

Amigos

Peço perdão aos amigos blogueiros, ando meio sem inspiração para fazer os comentários profundos de sempre. Aliás, ando meio sem inspiração para nada!

Cansaço

To cansado. É sério! Trabalhador é foda...

Beijos

Beijos para a Letícia, para a Paulictha, para a Fabi e a Tati e para todo mundo que quase não vejo e há tempos não beijo!

Fim

Pois é, acabaram-se os assuntos. De repente amanhã tem mais... ou semana que vem... sabe lá Deus quando... Ah, quase ia esquecendo: aceito sugestões de assunto para este blog. Favor enviar para gustavooliveira6@hotmail.com.

Abraço e fui...


4.8.04

 
Flowers
Gustavo Oliveira


"No crescer da menina
A beleza da mulher
Na luz do sorriso
O brilho da vida

A simpatia de quem vê
A vida por inteiro
Sem medo ou pressa
Simplesmente por prazer

Protagonista da noite
Ofusca a luz das estrelas
De olhar sereno e calmo
Uma brisa de alegrias

Flor na pele
Flor no cabelo
Flor no nome
Flor na alma
Apenas Flor"


Abraços e fui...

1.8.04

 
Distante
(Gustavo Oliveira)

"Distante
Sinto tua presença
Teu cheiro
Teu sabor

Distante
Estás agora
Longe de mim
Longe de minha pele

Nossa pele
Unida, suada
Uma só pele
Pele de amor

Distante
Próxima em sonhos
Próxima em pensamentos
Eterna em sentimentos

Distante
Tão distante
que talvez nunca mais
Possa tocá-la

A quem me surpreendeu
Com sua presença
Envolvente
Intensa
Única"

Fui...

 
Eu voltei!!!!!!!!!!!!

Andava há não sei quantos trocentos dias sem aparecer por aqui, mas não foi por obrigações externas, foi pura falta de inspiração. E, pela primeira vez desde que este troço está no ar, lançarei mão do expediente conhecido como "notícias em tópicos". Eis algumas delas:

* Desde a semana pasada faço parte do tal do Orkut. Quando entender melhor aquilo lá, falarei mais sobre o assunto. E se algum dos leitores deste blog fizer parte também, é favor me avisar...
* Tô com saudades da Paulinha (obra do Rodrigo Rocha, que anda me mandando fotos por mail)...
* Agora, ao lado da previsão do tempo, meu estado de humor...
* Ando cansado prá caralho!!!!
* Não gosto da Pytti (acho que é assim que se escreve. É aquela cantora de axé fantasiada de roqueira baiana)...
* Vou a Porto Alegre sábado que vem. Tô com saudades da minha terra...
* O dinheiro não vale nada mesmo. Comprei um desodorante, um barbeador, duas carteiras de cigarro e uma barrinha de cereais. Deu R$ 15,00! Um absurdo!
* Adoro barrinhas de cereal...
* Gostei desse negócio de fontes coloridas!
* blábláblábláblá...

Prá começo de história era isso. Abaixo, mais algumas coisas. Abraços!

Fui...

21.7.04

 
Ser...

O que somos? O ser humano tem um necessidade compulsiva de ser alguma coisa. O próprio nome já diz, "ser" humano. Mas, me pergunto: o que somos? quando somos? por que somos? (?!?!?!?!)
Parem para pensar. Quando dormimos, somos sonhadores, seres adormecidos. Ao acordarmos, somos pessoas com caras inchadas, prontas para mais um dia de trabalho. Aliás, quando temos trabalho somos trabalhadores, do contrário desempregados. Enquanto trabalhamos, somos seres estressados. Quando chegamos em casa somos seres relaxados (pelo menos assim deveria ser). Se estamos sozinhos, somos sós, solteiros, livres, desempedidos, caçadores, sejá lá qual for a melhor denominação. Se estamos com alguém somos namorados,casados, noivos. Enfim, a cada momento do dia o ser humano é alguma coisa, que em seguida deixa de ser. Complicada essa vida... Ai, isso está me dando dor de cabeça!

Abraços e fui...

12.7.04

 
So many things...

Eu tinha pelo menos uns dez assuntos para escrever hoje. Todos renderiam pano prá manga, mas escolhi um em especial, que é muito importante para mim. Na verdade, é fundamental. O olhar.
Tecnicamente, o que é um olhar? Apenas a visão (!?!?) que temos de um órgão do corpo humano. Algumas membranas, humores, cores e uma bolinha preta bem no meio. Sim, tecnicamente apenas isso.
Mas, e subjetivamente, o que é um olhar? Tudo! Através dos olhos sabemos quem são as pessoas. Através dos olhos sabemos quando as pessoas mentem, estão felizes, tristes, precisando de colo, pedindo carinho ou uma bela noite de sexo.
Nada pode ser comparável ao olhar pós-orgasmo, aquele olhar de êxtase e quase agradecimento. Aquele olhar que só quem já teve uma mulher em seus braços pode saber. E tem gente que acredita em orgasmo fingido! Aquele olhar não se finge!
Ou aquele olhar da mulher mais linda da festa, todo dona de si, emando sensualidade e esnobando todos os homens que tentam uma aproximação, e que na verdade esconde apenas uma menina carente, que conquista-se perguntando o que tanto lhe incomoda, o que tanto lhe perturba.
Aquele olhar de solidariedade que recebemos de nossos amigos mais próximos quando estamos mal, e que só amigos verdadeiros sabem dar.
Aquele olhar que se observa do outro lado da pista de dança, insistente olhar que pergunta até quando vamos ficar escorados no bar e não vamos até lá.
Aquele outro olhar, trocado na rua, ao acaso, com uma pessoa que nunca mais veremos, mas que em um pequeno momento de nossa vida nos faz suspirar.
Aquele olhar de curiosidade, que demonstra interesse em saber quem somos.
Aquele olhar que não percebemos no momento, mas que depois fica martelando em nossa cabeça.
Aquele olhar que ainda não vimos, de pessoas que ainda não conhecemos pessoalmente.
Aquele olhar que não esconde uma mentira.
Aquele olhar de reprovação que evita um soco.
Aquele olhar de uma amazonense chamada Sara, que acho que nunca mais vou ver, registrado na mente e na lente de minha máquina fotográfica.
Aquele olhar que valeu todo o meu final de semana.

Aquele abraço e fui...

5.7.04

 
Perdemos realmente os mortos?

O espiritsmo me ensinou que esta vida é apenas uma passagem, que dela nada levaremos além de nossa alma. Nosso corpo é apenas uma "roupa" que vestimos enquanto estamos aqui, aprimorando nosso aprendizado em busca de elevação espiritual e do aprimoramento de nossa alma. Sinceramente, acredito nisso piamente. De todas as religiões e filosofias de vida que conheço, esta me parece a mais sensata e a mais fácil de se provar. Quem tem dons mediúnicos, ou conhece pessoas que os tenham, sabe do que estou falando. A ciência já aceita a existência da alma como um ser praticamente independente, que anima esse amontoado de carne, ossos e órgãos que usamos nesse mundo.
Portanto, a morte de uma pessoa deve ser encarada como um longa viagem. Dessa forma, basta que pensemos nessa pessoa ou que falemos com ela como se ela estivesse presente para que isso torne-se uma conversa normal. Claro, não é simples assim, mas é quase. Quantas vezes não fomos dormir com um grande problema na cabeça e acordamos com a solução? Quantas vezes pequenos milagres salvam nossa pele e nem nos damos conta? É disso que falo, dessas inspirações que recebemos das pessoas que nos são caras.
Tenho uma amiga, recente é verdade, mas uma pessoa que sei que levarei no coração para o resto da minha vida. Ela perdeu uma pessoa muito especial há pouco tempo. Já presenciei o quanto a dor dessa perda ainda é forte e intensa para ela. Gostaria muito que essa pessoa compartilhasse da minha crença, para que essa dor, e até um pouco de culpa que ela sente, pudessem ser melhor trabalhados, melhor compreendidos. Mas não é possível, ela também tem a sua crença, bastante diferente da minha. Uma pena, mas é justamente essa diversidade de opiniões que torna a vida interessante.
Tenho certeza que essa pessoa querida que foi perdida pela minha nova amiga está ouvindo e vendo tudo o que lhe acontece, está a par de cada movimento, de cada pensamento, de cada lágrima derramada nesse período. E também tenho certeza de que essa pessoa que apenas não está mais presente com seu corpo físico ora permanentemente para que sua irmã saiba o melhor caminho a seguir e a melhor decisão a tomar. Isso me conforta e me anima. Um dia, todas as pessoas conhecerão a verdade em sua plenitude, e nesse dia teremos almas melhores. Deus queira que assim seja!

Aquele abraço e fui...

27.6.04

 
“Desconexos
(Gustavo Oliveira)

Estou com o corpo cheio
De pequenas esperanças
E vazio do cotidiano
De olhares úmidos
De seus olhares úmidos
Toques desconexos
Palavras sem sentido
Gestos sem preconceito
Mãos inativas
Pequenos mundos
Dentro de vasos
Se terra ou flores
Mundos que não crescem
Sem minha esperança
Luares negros
Refletidos em águas rasas
A vida por entre os dedos
Como grãos de areia branca
Manchados por sua mente
Com pensamentos frios
Quando um dia
Sentir o sol no rosto
O vento no cabelo
E o mar sob os pés
Finalmente saberei
Onde realmente
Sempre quis estar
E nunca me disseram
Que jamais chegaria
Tão próximo
Da beleza pura
De pequenas esperanças
E grandes olhos úmidos”

Aquele abraço e fui...


15.6.04

 
Surpresas...

Realmente não sei o que pensar da providência divina. Há dias estava mal, sem saber ao certo qual rumo tomar, o que fazer, com quem brigar, no ombro de quem chorar... enfim, perdidão. Passei um final de semana péssimo. Fiz uma cirurgia, não saí na sexta, sábado tive uma grande decepção com um amigo recente, domingo tive um desentendimento com uma das pessoas que mais amo, tudo por bobagens e também pelo stress de mais um dia dos namorados solteiro... aí, do nada, sem mais nem menos, meu passado bate a porta e me dá um tapa de luva!!!!
Há cerca de oito meses conheci uma menina. Interessantíssima. Humilde, trabalhadora, futura professora de ensino fundamental (coisa mais meiga!)... desde a primeira vez que a vi, bateu fundo um negócio. Não era paixão, não era amor, sei lá o que era, sei que era uma estranha ligação que me compelia a estar próximo dela, de preferência dentro dela (sem trocadilhos). Alguém pode descrever isso como tesão, mas com certeza era mais que isso.
Levei para jantar, para o cinema, levei para casa, busquei em casa, mandei trocentas toneladas de flores, chocolates (que ela adora), cartões, roubei beijo (só um!), consolei, conversei... enfim, cerquei de todas as maneiras possíveis. Mas, da parte dela, uma imensa adoração, uma necessidade de estar perto de mim, de me ouvir, de me ver... tudo, menos um mísero beijo.
Liane é o nome dela. Ontem (segunda-feira) à noite, fui na casa dela. Pela primeira vez entrei. Também pela primeira vez ela trancou a porta do quarto... e hoje posso afirmar que uma grande alegria, uma imensa satisfação, um prazer indescritível de sentir o sol bater no rosto em mais uma manhã fria, são as coisas mais importantes e mais lindas que já vi em toda a minha vida. É uma pena eu não estar apaixonado por ela. Seria tão bom... mas, quem sabe o dia de amanhã?

Aquele abraço e fui...


14.6.04

 
Tristes Dias
(Gustavo Oliveira)

Há dias
Em que todas
As pessoas
Estão feridas
São dias cinzas
De confusão e discórdia
Quando o melhor
A ser feito
É cantar sozinho
Isolado de todos
Em busca do espírito
Que parece nos deixar
Quando sofremos
E aprendemos
Que por mais pessoas
Que nos circundem
Somos eternos
Seres sós
Imersos em nós mesmos
Em nossas próprias dúvidas
Em nossos próprios clamores
Em nossas questões
Mais fúteis
E inúteis
Aceitemos
O que se nos apresenta
E deixemos de lado
Vontades de mudar
O imutável



13.6.04

 
Estou mal. Mal mesmo. Não é uma questão de "novamente", mas sim uma questão de "ainda". Na verdade, estou admitindo que sou o cara mais dissimulado da face da terra. Vou me abrir hoje de uma maneira que nunca fiz antes. E por favor - estou pedindo sério - não quero que ninguém deixe comments do tipo "essa fase passa", "o que é seu está guardado". Estou cansado disso! Se não houver nada menos subjetivo, prefiro que vocês apenas leiam isso.
No próximo dia 27 fazem três anos que estou solteiro. Não é apenas um período de solidão. Trata-se de um período de inúmeros insucessos, de escolhas erradas, de foras. Não aguento mais isso! Sabe, não é fácil trabalhar, trabalhar, trabalhar, sair de vez em quando e não ter nenhuma espécie de compensação. Admito, não sei lidar com a minha carência. Nunca soube. É foda, mas é verdade. Dia dos Namorados é pior ainda. Centenas de milhares de casais felizes, planos e mais planos, festejos, comemorações... e eu pelo terceiro ano consecutivo com o mesmo pensamento: "Tudo bem, no ano que vem serei que estarei comemorando". Não dá mais. Começo a me questionar até que ponto vale a pena insistir nisso tudo de amor, relacionamento, essas coisas. Até que ponto? Esta busca está começando a se tornar um martírio. Em certos dias, cada rosto feminino que passa, cada olhar ao acaso, cada aceno de possibilidade de algum interesse faz com que o coração dispare. Aí eu me questiono: será meu corpo? Será a forma meio prepotente que tenho de falar? Serão minhas atitudes? Será este jeito romântico demais de ser? O que eu fiz de errado, meu deus? Um amigo me disse que eu sou muito transparente, e que isto não atrai as mulheres. Tudo bem, mas querem o que? Um homem fingido, que eternamente faz tipo para depois demonstrar que não era isso, que era outra pessoa? Por que essa necessidade de não mostrar o que realmente sentimos? Por que temos que dissimular tanto? Qual é o mal de ser transparente, sincero e verdadeiro? Será que o mundo é uma sucessão tão grande de equívocos e simulações que não há mais espaço para um homem como eu? Me digam! Não posso acreditar que exista tanta mesquinhês na raça humana. Falando sério, sem falsa modéstia: estou pronto para fazer qualquer mulher feliz, já aprendi muito nessa vida. Tenho tanto amor, carinho e cuidado para dar que as vezes eu mesmo me sufoco! Não sei por que sou assim, mas sou. Tenho certeza que é isso que falta ao mundo, alguém que ame incondicionalmente, sem ver a quem. Amar só por amar, amar para que as pessoas vejam que neste mundo existe lugar para outras coisas que não só morte e falsidade. Para que as pessoas vejam que é possível ser feliz, sem ter que apelar para formas esdrúxulas de carinho, como sexo virtual, relações frugais... por que as pessoas não querem mais relacionamento sérios e estáveis? O que houve com esse mundo? Será que não há mais espaço para pessoas como eu? Será que estou tão contra a maré que terei que mudar de lado e seguir com ela? Será que vou ter que acreditar que não exista uma pessoa que pense como eu, e de repente fique aliviada de também saber que não é a única?
Por favor, me desculpem, mas preciso de respostas para estas perguntas. Preciso saber que não estou tão errado assim. Não é possível que eu esteja tão errado assim. Estou com vontade de chorar. Chorar de raiva, de impotência, de não saber o que fazer ou como agir. Chorar por estar cansado de esperar por algo que não sei se um dia terei. Tenho certeza que quando ler estas frases de cabeça vazia, tranqüilo como não estou agora, acharei muitas delas ridículas. Por isso que as escrevi agora. Pois agora estou com a minha alma aberta, estou com dor no espírito. E é nesses momentos que me sinto mais a vontade para falar sobre isso. Amanhã, de cabeça fria, mais uma vez eu engoliria esta dor e deixaria para lá, me preocuparia com outras coisas. Mas cansei de apenas ouvir os outros e nunca ser ouvido, por medo de incomodar as pessoas com meus "probleminhas". Também sou um ser humano e como tal tenho minhas fraquezas e minhas dores. Neste exato momento estou com o coração pequeno, apertado, e só gostaria que alguém soubesse disso. Gostaria de saber que alguém realmente pensou em mim e nem que seja pelo tempo necessário para ler este texto, se preocupou comigo. Amanhã acho que estarei melhor. Só gostaria de ter dito isso a alguém...

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